07/12/2011
TDAH, TOC, depressão e transtornos psíquicos são os frutos da nossa "evolução social"
As pessoas muitas vezes buscam mil respostas para seus problemas, mil maneiras de mudar o próximo e muitas vezes não enxerga que a mudança precisa ser no ambiente como um todo, partindo de si.
Os grandes transtornos e problemas modernos estão relacionados ao estilo de vida que temos hoje. Pesquise fotos das décadas de 40, 50 e você verá que obesidade não existia. Acho que estamos vivendo a era dos transtornos ou fobias, nunca ouviu-se falar tanto em depressão, TOC, TDAH, hiperatividade, stress, insônia, sem contar os inúmeros tipos de câncer saindo um pouco do campo psíquico. Quanto mais leio a respeito mais acho tudo culpa nossa, de nossa "evolução social". Quase todos esses problemas são oriundos de uma ansiedade crônica nunca vivida.
Ando cansado de morar em cidade grande, ouvir pessoas que não sabem falar baixo, que precisam disputar voz com carros, telefones ou multidões. Cansado de trânsito, telejornal, de ostentação, de cracolândias, de temer a violência, de pensar em crianças crescendo no meio disso tudo e de saber que ladrões agora roubam pra possuir e não apenas por necessidade.
Não existe sentido em viver como refém de um sistema onde os adultos dão tanta importância a enriquecer, a possuir, que agora cria suas crianças adultizadas, pequenos reféns de uma indústria de consumo, que não aprendem a valorizar e serem felizes com o necessário...Que largam cada vez mais cedo seus brinquedos.
Acho que viajar não deveria ser um alívio esporádico pra tanta gente...Deveria ser um remédio de uso contínuo para nossa saúde psíquica.
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20/01/2011
A verdade
Será a verdade cômoda?
Será a verdade incômoda?
Será a verdade filha da necessidade
e por isso mãe da realidade?
Será o homem uma criação de Deus
ou Deus uma criação da humanidade?
Criador ou criatura?
Tutor ou tutelado?
Talvez cego lesado
levado a crer no que precisa
para aceitar o que não pode ser mudado
Criador ou criatura?
Inocente ou culpado?
Talvez a verdade seja uma questão de ponto de vista
e a mentira um ser mutável
que igual à larva da borboleta com o tempo torna-se aceitável
Ficando a critério de cada um escolher a sua verdade,
A mais agradável.
"Trecho introdutório de O Mundo de Sofia"
Será a verdade incômoda?
Será a verdade filha da necessidade
e por isso mãe da realidade?
Será o homem uma criação de Deus
ou Deus uma criação da humanidade?
Criador ou criatura?
Tutor ou tutelado?
Talvez cego lesado
levado a crer no que precisa
para aceitar o que não pode ser mudado
Criador ou criatura?
Inocente ou culpado?
Talvez a verdade seja uma questão de ponto de vista
e a mentira um ser mutável
que igual à larva da borboleta com o tempo torna-se aceitável
Ficando a critério de cada um escolher a sua verdade,
A mais agradável.
"Trecho introdutório de O Mundo de Sofia"
05/01/2011
Vaso Grego
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que o suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas, o lavor da taça admira,
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse.
ALBERTO DE OLIVEIRA
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que o suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas, o lavor da taça admira,
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse.
ALBERTO DE OLIVEIRA
15/11/2010
Da simplicidade
Descomplique a vida.
Veja como a Natureza trabalha.
O seu corpo por exemplo. O cérebro, o coração, o figado, o estomago, o sangue, o sistema nervoso trabalham em harmonia.
Apesar da complexidade, tudo opera com função definida e sem exigências desnecessárias.
A vida também é assim. Em tudo, simplicidade, sinceridade, verdade.
Seja simples!
Viver de forma descomplicada é simplificar o acesso a Deus,
02/11/2010
Cem Título
Queria bater na porta do seu quarto agora. Assim sem avisar.
E te olhar como você é, como conheço por trás das máscaras, das vestes e das pompas. Você me retribuiria esse olhar a um palmo do meu rosto, avistando a você mesma, no úmido reflexo dos meus olhos. E daria conta do sorriso leve e infantil inflando suas maçãs ao extremo da alegria. E eu lhe pediria quinze minutos com a maior convicção do mundo de que esse tempo bastaria e de que o mundo todo esperaria. Te convidaria para dançar pela primeira vez. Dez segundos de cada música nossa, como se pudéssemos conversar em dança, como tantas vezes fizemos entre citações. Cada estrofe, cada frase, cada suor e lágrima, cada alegria despejada entre tanta saudade.
De rosto colado, olhos nos olhos, esqueceríamos do tempo, importando somente a concentração na respiração do outro, e o outro na do um. E de repente um abraço, desses que não se planeja, que é obra do acaso. Nesse momento nada importaria pois seria o nosso abraço...Qualquer coisa de chuva lá fora, pé descalço, relógio, barulho, cigarra, compromisso... Seria só eu e você.
Quando déssemos conta, já haveríamos de ter extrapolado o tempo, a sanidade e a felicidade. Então eu te colocaria na cama e você dormiria em segundos, mesmo sem se despedir. Eu não me importaria, pois você teria a criança ainda estampada no rosto, com lampejos de sorrisos, daqueles de quando se sonha algo bom.
Dormiria a minha menina.
E eu beijaria o cantinho de sua boca com amor. Um beijo que não esfrega para não despertar mas dura mais que deveria.
Então, eu partiria para casa, sem me dar conta do trajeto, até me ver em minha cama...
Olharia o teto, a moldura do gesso, até as cortinas dos meus olhos também me convidarem para o sono.
Nesse momento, eu a encontraria novamente, em outro tempo, em outra vida. Nessa coisa de sono ou de sonhos.
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